Os tipos de degradê se diferenciam pela altura em que a transição começa: no baixo (low fade), a parte mais curta fica logo acima da orelha; no médio (mid fade), sobe até a altura das têmporas; no alto (high fade), chega perto do topo da cabeça. Para pedir sem erro, diga ao barbeiro três coisas: onde a transição começa, o que fica em cima e como você quer o acabamento.
O que é degradê
Degradê é a passagem gradual do cabelo mais curto, embaixo, para o mais comprido, em cima, nas laterais e na nuca. Bem feito, não aparece linha nem degrau: o cabelo vai diminuindo aos poucos até a pele ou até o comprimento mais curto que você escolheu.
O mesmo corte tem vários nomes. Fade é o termo em inglês. Disfarçado e disfarce são os nomes populares no Brasil. Low fade, mid fade e high fade são as versões baixa, média e alta.
Por isso a dúvida sobre a diferença entre degradê e low fade tem resposta curta: degradê é a família inteira, e low fade é um tipo dela, o baixo.
Tipos de degradê: baixo, médio e alto
O que muda de um para outro é onde a transição começa. Quanto mais alta, mais pele aparece nas laterais e maior o contraste com o cabelo de cima.
| Tipo | Onde a transição começa | Como fica |
|---|---|---|
| Degradê baixo (low fade) | Logo acima da orelha e na base da nuca | Discreto, com mais cabelo na lateral |
| Degradê médio (mid fade) | Na altura das têmporas, no meio da lateral | Meio-termo entre discreto e marcado |
| Degradê alto (high fade) | Perto da curva onde a lateral vira o topo | Contraste forte, bastante pele à mostra |
Degradê baixo (low fade)
É o mais discreto dos três. A lateral fica com mais cabelo e a parte mais curta aparece pouco, quase só em volta da orelha e no pé da nuca. Combina com quem quer um visual alinhado sem chamar atenção, inclusive em ambiente de trabalho mais formal. Também é o que cresce de forma mais disfarçada.
Degradê médio (mid fade)
Sobe até o meio da lateral. Tem o contraste que muita gente procura no degradê, mas ainda deixa algum volume nas laterais. Funciona com quase todo comprimento em cima, do bem curto ao topete.
Degradê alto (high fade)
A transição começa lá em cima, perto de onde a lateral faz a curva para o topo. Sobra pouco cabelo nos lados e o de cima ganha destaque. É o mais marcado dos três e também o que mostra o crescimento mais cedo.
Degradê em V, navalhado e outras variações
Depois de escolher a altura, dá para mudar o desenho e o acabamento.
- Degradê em V: na nuca, a linha do degradê desce em ponta, formando um V, em vez de seguir reta ou arredondada. Chama mais atenção de costas.
- Degradê navalhado: a parte mais baixa é finalizada na navalha, até a pele. Fica bem limpo, mas é o que perde o desenho mais rápido, porque qualquer crescimento aparece na pele.
- Degradê na pele ou com cabelo: a base pode ir até a pele ou parar num comprimento curto, sem raspar tudo. Sem pele à mostra, o corte cresce de forma mais suave.
Essas variações combinam com qualquer altura. Um degradê baixo navalhado, por exemplo, é discreto de longe e bem definido de perto.
Qual a diferença entre degradê e social?
O social também deixa as laterais mais curtas que o topo, mas sem a transição até a pele. Os lados ficam curtos e uniformes, em geral com mais cabelo, e o contorno é discreto. O resultado é mais clássico, e o crescimento demora mais para aparecer.
O degradê marca mais. A transição até um comprimento bem curto deixa visível o contraste entre laterais e topo. Se você está em dúvida entre os dois, o degradê baixo é um caminho do meio: tem a transição, mas com pouca pele à mostra.
Como pedir o degradê ao barbeiro sem erro
“Faz um degradê” é pouco. “Baixinho dos lados” pode virar quase qualquer coisa. O pedido fica claro quando você responde a quatro perguntas.
- Onde a transição começa? Baixo, médio ou alto. Se não lembrar o nome, aponte na cabeça: o dedo acima da orelha, na têmpora ou perto do topo.
- Até onde vai embaixo? Diga se quer ver a pele ou se prefere manter um pouco de cabelo na base. Se você sabe o número do pente que costuma usar, fale.
- O que fica em cima? Quanto tirar do topo, se é na tesoura ou na máquina e como você penteia: para trás, de lado, para a frente ou com topete.
- Qual o acabamento? Como termina a nuca (quadrada, redonda, em V ou natural), o contorno da orelha e as costeletas. Esse contorno é o pezinho do cabelo, e ele muda bastante o visual de costas.
Duas coisas ajudam muito:
- Uma foto do corte que você quer, de lado e de costas, de um corte num cabelo parecido com o seu: liso, ondulado, cacheado ou crespo. O mesmo degradê fica diferente em cada tipo de fio.
- Contar o que não deu certo da última vez: “ficou alto demais”, “sumiu rápido”, “o topo ficou curto”. Isso evita repetir o erro.
Se o barbeiro fizer perguntas durante o corte, responda com calma. É sinal de que ele quer acertar o que você pediu.
Quanto tempo dura um degradê?
O degradê é o primeiro a perder a forma, porque a transição acontece no cabelo mais curto da cabeça: o cabelo cresce todo dia, e qualquer crescimento já desfaz o desenho. Em geral, quem gosta dele sempre marcado volta a cada 2 a 3 semanas. O alto e o navalhado pedem visitas mais próximas; o baixo e o degradê sem pele aguentam um pouco mais.
Entre um corte e outro, refazer só o contorno da nuca e das laterais segura o visual por mais alguns dias. Para montar o seu ritmo, veja de quanto em quanto tempo cortar o cabelo masculino.
Degradê na Ferreira Club
Na Ferreira Club, na Rua 34 Sul, em Águas Claras, o corte de cabelo custa R$ 55 e vai do degradê ao social. Você explica como gosta uma vez; na próxima, a gente já sabe. A equipe é treinada pessoalmente pelo Anderson, para o corte sair no mesmo padrão com qualquer barbeiro da casa.
O pezinho avulso custa R$ 30. Para quem volta com frequência, o plano Cabelo do Ferreira Club custa R$ 119,90 por mês, com corte e pezinho ilimitados de segunda a sexta, sem taxa de adesão e sem fidelidade.
Para marcar, chame no WhatsApp e escolha o serviço, o barbeiro e o horário. A casa abre de segunda a sexta, das 8h às 20h, e no sábado, das 8h às 18h.




